Com aporte recorde de R$ 2,2 bilhões, SUS amplia acesso a medicamentos e cirurgias oncológicas.
O governo federal anunciou nesta sexta-feira, 15, um pacote de R$ 2,2 bilhões para expandir o tratamento contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Classificado pelo Executivo como o maior investimento já realizado na rede pública para essa finalidade, o montante será destinado à incorporação de 23 medicamentos de alto custo, ao financiamento […]
O governo federal anunciou nesta sexta-feira, 15, um pacote de R$ 2,2 bilhões para expandir o tratamento contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Classificado pelo Executivo como o maior investimento já realizado na rede pública para essa finalidade, o montante será destinado à incorporação de 23 medicamentos de alto custo, ao financiamento de cirurgias robóticas e à ampliação das reconstruções mamárias.
A principal mudança está na oferta farmacológica, que terá um incremento de 35%. A nova tabela de financiamento do Ministério da Saúde busca destravar o acesso a tratamentos de primeira linha que, apesar de incorporados, aguardavam até 12 anos para chegar efetivamente aos hospitais. Segundo as estimativas oficiais, cerca de 112 mil pessoas serão beneficiadas. O arsenal terapêutico abrange 18 tipos de tumores, com destaque para leucemia e os cânceres de mama, pulmão, ovário e estômago.
A operacionalização ocorrerá em duas frentes: dez medicamentos serão comprados diretamente pela União para distribuição aos estados, enquanto os demais serão ofertados via Autorização de Procedimento Ambulatorial (Apac) e Atas de Negociação Nacional. Para o paciente, a disponibilidade desses insumos na rede pública representa uma economia que pode atingir R$ 630 mil em comparação aos custos do setor privado.
Durante o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a medida reforça a função do Estado em garantir justiça social e oportunidades igualitárias na assistência médica, assegurando dignidade no tratamento.
Tecnologia e reabilitação integral
Além dos fármacos, os novos recursos viabilizarão procedimentos cirúrgicos avançados. O tratamento do câncer de próstata passará a contar com financiamento permanente para cirurgias robóticas. A modalidade, que receberá R$ 50 milhões, garante maior precisão anatômica ao cirurgião e reduz complicações pós-operatórias — como sangramentos e necessidade de transfusões. O governo estima que 5 mil homens sejam atendidos inicialmente com a tecnologia.
Na área da saúde da mulher, o escopo de atendimento também foi revisto. O direito à cirurgia plástica de reconstrução mamária, antes limitado a sequelas específicas do tratamento oncológico, foi ampliado para cobrir todos os quadros de mutilação, seja de forma parcial ou total. Com um orçamento estipulado em R$ 27,4 milhões anuais, a iniciativa visa democratizar o acesso à alta complexidade e assegurar a plena recuperação física e psicológica das pacientes.
Fonte: Agência Brasil.