Com mais de 1,5 mil casos suspeitos de arboviroses, Alagoinhas reforça ações contra o Aedes aegypti.
A Prefeitura de Alagoinhas (BA) divulgou nesta segunda-feira, 18, um novo balanço sobre a incidência de arboviroses no município. Entre 1º de janeiro e 14 de maio de 2026, a cidade contabilizou 1.527 notificações suspeitas de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Diante do cenário, a administração municipal anunciou a intensificação das medidas de controle […]
A Prefeitura de Alagoinhas (BA) divulgou nesta segunda-feira, 18, um novo balanço sobre a incidência de arboviroses no município. Entre 1º de janeiro e 14 de maio de 2026, a cidade contabilizou 1.527 notificações suspeitas de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Diante do cenário, a administração municipal anunciou a intensificação das medidas de controle e a aplicação de multas para proprietários de imóveis abandonados que servem como potenciais criadouros.
Os dados consolidados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), referentes às 19 primeiras semanas do ano, confirmam 320 casos de chikungunya, 84 de dengue e seis de zika. Atualmente, 960 registros seguem em investigação e aguardam resultados de exames laboratoriais ou avaliações clínicas, enquanto 361 já foram descartados.
O levantamento da Vigilância Epidemiológica aponta que o Jardim Petrolar e o Centro são as áreas mais afetadas do município. O primeiro concentra 20,58% das notificações de dengue e 23,28% de chikungunya. O Centro, por sua vez, responde por 18,68% das suspeitas de dengue e 13,77% de chikungunya. O bairro Teresópolis também figura na lista de atenção, com índices próximos a 6% para ambas as enfermidades.
Embora o Índice de Infestação Predial (IIP) médio da cidade esteja em 1,78% — número que já coloca a região em estado de alerta —, a situação é mais crítica em localidades específicas. No Parque da Jaqueira, por exemplo, a taxa salta para 8,82%, indicando risco muito elevado de proliferação do vetor.
Medidas de contenção e fiscalização
Para frear o avanço das doenças, a Diretoria de Vigilância em Saúde implementou ações de bloqueio que incluem visitas de agentes de endemias a mais de 1.700 quarteirões para tratamento focal e a pulverização com bombas costais em áreas prioritárias. Em paralelo, equipes de saúde passam por capacitações de manejo clínico, e campanhas educativas são realizadas em escolas da região e por meio de mutirões, com destaque para o bairro Petrolar.
Em parceria com o governo estadual, a prefeitura também iniciou a circulação dos veículos de fumacê (UBV Pesado). A expectativa é de que a primeira etapa da operação alcance 46 mil imóveis situados nas poligonais de maior infestação.
A ofensiva do poder público se estende, ainda, à responsabilização civil. Terrenos e edificações sem manutenção, que acumulam lixo ou entulho, passarão a ser notificados. Os proprietários terão prazo de cinco dias para providenciar a limpeza e a eliminação dos focos. Caso a exigência não seja cumprida, o Executivo municipal fará a roçagem do local e repassará os custos do serviço aos donos, além de aplicar multas que podem chegar a R$ 1.040.
A orientação das autoridades de saúde é que os moradores dediquem ao menos dez minutos semanais para a eliminação de água parada em quintais e caixas d’água. Pessoas que apresentarem sintomas como febre alta, dores articulares ou dor atrás dos olhos devem procurar atendimento médico na unidade de saúde mais próxima para diagnóstico e acompanhamento adequados.
Fonte: SECOM Alagoinhas.