quinta-feira, 21 de maio de 2026
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Irã cria agência para controlar tráfego e cobrar taxas no Estreito de Ormuz.

O governo do Irã formalizou nesta segunda-feira, 18, a criação da Autoridade dos Estreitos do Golfo Pérsico (PGSA), um novo órgão destinado a gerenciar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. A medida consolida o domínio de Teerã sobre uma das vias mais estratégicas para o comércio mundial de hidrocarbonetos, rota que está sob o […]

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Por Paulo Pinheiro 18 de maio de 2026 às 15:36 · 2 min de leitura

O governo do Irã formalizou nesta segunda-feira, 18, a criação da Autoridade dos Estreitos do Golfo Pérsico (PGSA), um novo órgão destinado a gerenciar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. A medida consolida o domínio de Teerã sobre uma das vias mais estratégicas para o comércio mundial de hidrocarbonetos, rota que está sob o controle militar e administrativo do país desde a escalada do conflito no Oriente Médio.

A formalização da agência foi comunicada pelas redes sociais do Conselho Supremo de Segurança Nacional e da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica. A PGSA já dispõe de um canal oficial de comunicação para emitir boletins operacionais em tempo real sobre a movimentação na região.

Embora o governo iraniano não tenha detalhado de imediato a totalidade das atribuições do novo mecanismo, informações da publicação especializada Lloyd’s List indicam que o órgão centralizará a aprovação da passagem de navios e a arrecadação de taxas de trânsito. Para obter a autorização de travessia, as embarcações ficam obrigadas a fornecer um dossiê completo que inclui dados sobre proprietários, seguradoras, tripulantes e a rota pretendida.

No último mês, as autoridades de Teerã já haviam confirmado a arrecadação das primeiras receitas provenientes dessas tarifas comerciais. De acordo com o chefe da Comissão Parlamentar de Segurança Nacional, Ebrahim Azizi, o país estabeleceu um “mecanismo profissional de gestão de tráfego” com o objetivo de exercer sua soberania sobre o canal.

O cerco sobre o Estreito de Ormuz, por onde escoa quase um quinto de toda a produção global de petróleo, garante a Teerã uma expressiva vantagem tática e impõe forte pressão sobre os mercados globais de energia.

O domínio da área ganha ainda mais peso diante da tensão geopolítica em curso, desencadeada no fim de fevereiro por uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel. Apesar do frágil cessar-fogo vigente desde o dia 8 de abril, o Irã reitera que a dinâmica de trânsito na via navegável não voltará ao modelo anterior à guerra. Em contrapartida, como forma de pressão, o governo americano mantém bloqueios ativos contra os portos iranianos.

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