Bahia registra média de oito mortes diárias no trânsito; internações sobem 9,4%.
Em 2025, a Bahia contabilizou uma média de oito mortes por dia em decorrência de acidentes de trânsito, somando pouco mais de 3 mil vítimas fatais. Embora o índice de óbitos represente uma queda de 7,1% em comparação ao ano anterior, os dados expõem um cenário de alerta para a saúde e segurança públicas. O […]
Em 2025, a Bahia contabilizou uma média de oito mortes por dia em decorrência de acidentes de trânsito, somando pouco mais de 3 mil vítimas fatais. Embora o índice de óbitos represente uma queda de 7,1% em comparação ao ano anterior, os dados expõem um cenário de alerta para a saúde e segurança públicas. O volume de internações causadas por sinistros terrestres cresceu 9,4% no mesmo período, sobrecarregando a rede de atendimento. As informações integram um levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), divulgado em alusão à campanha de conscientização Maio Amarelo.
O estudo, que mapeia a trajetória da violência viária no Estado entre 2000 e 2025, aponta que a maior parte das mortes ocorreu em vias públicas. Ao longo de mais de duas décadas, as estatísticas oscilaram de acordo com o rigor da fiscalização e a implementação de medidas restritivas, como a Lei Seca e os limites de velocidade. Contudo, a curva voltou a apresentar um movimento ascendente recente, colocando 2025 com uma das taxas de vitimização mais elevadas de toda a série histórica, mesmo com a ligeira retração fatal em relação a 2024.
Além da perda de vidas, o impacto logístico e financeiro na rede pública é expressivo. No último ano, 18,9 mil pessoas precisaram de hospitalização após acidentes de transporte terrestre nas vias baianas. O tempo médio de recuperação hospitalar foi de 4,7 dias por paciente, gerando um custo unitário de R$ 1.114,40 para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A publicação do infográfico pela SEI atua em duas frentes: serve como um alerta direto à população sobre as consequências das infrações e da imprudência ao volante, e oferece subsídios técnicos essenciais para que o poder público direcione investimentos e novas políticas de enfrentamento à violência no trânsito.
Fonte: ASCOM GOVBA