Com motos em 70% dos acidentes, Alagoinhas intensifica blitz educativa no Maio Amarelo.
Para combater causas recorrentes de acidentes viários — como o uso do celular ao volante, excesso de velocidade e embriaguez —, a Prefeitura de Alagoinhas (BA) promoveu uma blitz educativa nesta terça-feira, 19, na região central do município. A operação, que integra a campanha internacional Maio Amarelo, tem o objetivo de conscientizar a população por […]
Para combater causas recorrentes de acidentes viários — como o uso do celular ao volante, excesso de velocidade e embriaguez —, a Prefeitura de Alagoinhas (BA) promoveu uma blitz educativa nesta terça-feira, 19, na região central do município. A operação, que integra a campanha internacional Maio Amarelo, tem o objetivo de conscientizar a população por meio de orientações, distribuição de panfletos e adesivação de veículos.
Com o lema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, as atividades de prevenção ocorrem diariamente em um estande na Praça do Coreto e se estendem até 28 de maio. O foco da conscientização recai expressivamente sobre os motociclistas, segmento envolvido em 70% dos sinistros de trânsito registrados pela Superintendência Municipal de Trânsito (SMT). Os carros respondem por 20% das ocorrências, enquanto os 10% restantes englobam ciclistas e outros episódios.
O coordenador de Educação para o Trânsito da SMT, Jean Cardoso, explica que a agilidade inerente às motos muitas vezes induz os condutores a comportamentos de risco. “Ultrapassar pela direita, fazer cruzamento entre veículos, desrespeitar a sinalização, não manter a distância lateral adequada e pilotar de sandálias são fatores de grande perigo e também infrações”, alerta o servidor, que comandou uma equipe de mais de dez agentes nas abordagens.
O panorama local da SMT revela que, entre as irregularidades mais flagradas no município, está o transporte de passageiros além do limite na garupa. A prática é uma infração gravíssima, punida com multa de R$ 293,47 e suspensão do direito de dirigir por um período que varia de seis meses a um ano. A falta de capacete gera a mesma sanção financeira, ao passo que a condução de motocicleta com calçado inadequado (como sandálias) resulta em autuação de R$ 195,23.
A reversão dessas estatísticas, contudo, depende diretamente do engajamento civil. Abordada durante a blitz, a motorista de aplicativo Rivanda Alves resumiu a necessidade de autoavaliação nas vias públicas: “Nós, cidadãos, temos nossas falhas no trânsito, então precisamos vigiar e cumprir as determinações da lei”.
Fonte: SECOM Alagoinhas.