Sessão de leitura interativa sobre cultura indígena mobiliza alunos em escola de Alagoinhas.
Com o objetivo de incentivar o hábito da leitura e promover a diversidade cultural, a Escola Municipal Miguel Calmon, em Alagoinhas (BA), realizou nesta terça-feira, 19, uma nova edição da Sessão de Leitura Simultânea. O projeto pedagógico deste ano teve como foco a temática dos povos indígenas, utilizando obras de autores nativos para debater conscientização […]
Com o objetivo de incentivar o hábito da leitura e promover a diversidade cultural, a Escola Municipal Miguel Calmon, em Alagoinhas (BA), realizou nesta terça-feira, 19, uma nova edição da Sessão de Leitura Simultânea. O projeto pedagógico deste ano teve como foco a temática dos povos indígenas, utilizando obras de autores nativos para debater conscientização social e preservação ambiental com os estudantes.
A iniciativa é promovida anualmente pela Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e aposta em um formato dinâmico que estimula a curiosidade infantil. A seleção das obras é feita previamente pelos professores, que apresentam os títulos às turmas. Em seguida, as crianças escolhem as histórias que desejam acompanhar, mas com uma regra: elas não sabem qual docente fará a narração no dia do evento. Esse elemento surpresa é desenhado para tornar a atividade mais imersiva e envolvente.
Nesta edição, o roteiro de leitura contou com títulos como “A Boca da Noite”, do escritor Cristino Wapichana, e “Ay Kakyri Tama – Eu Moro na Cidade”, de Márcia Kambeba.
Para a equipe pedagógica, a metodologia vai além do entretenimento. A diretora da instituição, Carla Priscila, afirma que a leitura simultânea fortalece a atuação dos professores no processo de aprendizagem e favorece um ambiente de troca de experiências. Na mesma linha, a professora Rosimeira de Araújo destaca que a abordagem lúdica tem impacto direto e prático no desenvolvimento dos alunos, aprimorando a oralidade, a criatividade e as competências leitoras.
O engajamento das turmas reflete o alcance da proposta. Enzo Gabriel, de 11 anos, participou da roda de leitura de “A Boca da Noite” e relatou que a vivência facilitou o aprendizado prático sobre os povos originários por estimular a imaginação sobre os cenários e personagens. O estudante classificou a experiência como divertida e expressou o desejo de participar de mais dinâmicas literárias nesse modelo.
Fonte: SECOM Alagoinhas.