sábado, 19 de setembro de 2026
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Alagoinhas registra quase 2 mil casos suspeitos de arboviroses; prefeitura endurece regras para terrenos abandonados.

A cidade de Alagoinhas, no interior da Bahia, contabilizou 1.986 casos suspeitos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti entre o início do ano e o último dia 24 de maio. Os dados constam no mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) nesta segunda-feira, 25. A chikungunya lidera as infecções confirmadas […]

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Por Paulo Pinheiro 25 de maio de 2026 às 14:56 · 3 min de leitura

A cidade de Alagoinhas, no interior da Bahia, contabilizou 1.986 casos suspeitos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti entre o início do ano e o último dia 24 de maio. Os dados constam no mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) nesta segunda-feira, 25. A chikungunya lidera as infecções confirmadas no município, somando 625 registros, seguida por 133 casos de dengue e seis de zika.

O levantamento oficial aponta ainda que 821 ocorrências seguem em investigação e 407 foram descartadas após análises clínicas e laboratoriais. Atualmente, a maior concentração de notificações ocorre nos bairros Jardim Petrolar, Centro e Teresópolis.

A rápida proliferação do vetor colocou o município em estado de alerta. O Índice de Infestação Predial (IIP) médio da cidade está em 1,78%, taxa considerada preocupante pelas autoridades de saúde. O cenário é ainda mais grave em localidades específicas, a exemplo do Parque da Jaqueira, que apresenta um índice de 8,82% — configurando risco muito elevado para a reprodução do mosquito.

Ofensiva e penalidades

Para conter o avanço das arboviroses, a Diretoria de Vigilância em Saúde intensificou o trabalho de campo. Agentes de Combate às Endemias já inspecionaram mais de 1.700 quarteirões para tratamento focal, eliminação de criadouros e ações de bloqueio com bombas costais. Em paralelo, a administração municipal, com apoio do governo estadual, iniciou a aplicação de inseticida por meio do fumacê (UBV Pesado), operação que deve alcançar 46 mil imóveis nas áreas com maior índice de infestação.

A prefeitura também deflagrou uma ação de fiscalização voltada a donos de imóveis e terrenos abandonados que acumulam lixo ou entulho. Pela nova diretriz, proprietários notificados têm o prazo de cinco dias para providenciar a limpeza do espaço. Em caso de descumprimento, o Executivo municipal realizará a higienização do local e repassará os custos dos serviços ao dono, além de aplicar multas que podem chegar a R$ 1.040.

Como medida preventiva, as autoridades sanitárias reforçam o apelo para que a população dedique ao menos dez minutos semanais à vistoria de quintais, garantindo a vedação de caixas d’água e o descarte adequado de recipientes que possam acumular água parada. Moradores que apresentarem sintomas como febre alta, dores articulares intensas ou dor atrás dos olhos devem procurar atendimento na unidade de saúde mais próxima.

Fonte: SECOM Alagoinhas

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