Alagoinhas entra em alerta contra o Aedes aegypti após registro de mais de 2,2 mil casos suspeitos.
A cidade de Alagoinhas contabilizou 2.259 notificações de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti nas primeiras 20 semanas de 2026. O balanço, divulgado nesta quarta-feira, 27, pela Secretaria Municipal de Saúde, aponta a chikungunya como a infecção de maior incidência no período, com 869 confirmações. A dengue soma 170 registros e a zika, seis. Outros […]
A cidade de Alagoinhas contabilizou 2.259 notificações de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti nas primeiras 20 semanas de 2026. O balanço, divulgado nesta quarta-feira, 27, pela Secretaria Municipal de Saúde, aponta a chikungunya como a infecção de maior incidência no período, com 869 confirmações. A dengue soma 170 registros e a zika, seis. Outros 782 pacientes ainda aguardam a conclusão de exames laboratoriais ou clínicos.
A disseminação do vetor concentra-se em três polos principais. O bairro Jardim Petrolar lidera as estatísticas, respondendo por cerca de 23% dos casos de chikungunya e 20% das infecções por dengue. Na sequência das áreas com maior número de notificações, aparecem o Centro e o Teresópolis.
O cenário epidemiológico exige cautela das autoridades. O Índice de Infestação Predial (IIP) geral do município atingiu 1,78%, taxa que o coloca em estado de alerta. Contudo, em localidades específicas, como o Parque da Jaqueira, o índice salta para 8,82%, o que configura um risco severo para a reprodução do mosquito e a eclosão de surtos.
Para conter o avanço das arboviroses, a administração municipal intensificou as operações em campo e o rigor das regras sanitárias. Nas últimas semanas, agentes de endemias vistoriaram mais de 1.700 quarteirões para aplicar tratamentos focais e eliminar criadouros. Em uma frente de parceria com o governo estadual, veículos do “fumacê” (UBV Pesado) passaram a circular pelas zonas mais críticas, com o objetivo de cobrir 46 mil residências já na fase inicial.
Medidas punitivas e prevenção
Além do trabalho de bloqueio, o município iniciou uma operação para responsabilizar proprietários de terrenos abandonados. Imóveis com acúmulo de lixo ou entulho, que servem de berçário para o mosquito, tornaram-se alvo de fiscalização rígida. Os donos que forem notificados têm prazo de cinco dias para realizar a limpeza da área. Em caso de omissão, a própria prefeitura executa os serviços de roçagem, repassando os custos ao titular, além de aplicar uma multa que pode chegar a R$ 1.040.
As autoridades de saúde municipal reforçam que o controle das infecções depende diretamente da cooperação civil. A recomendação principal é que as famílias dediquem poucos minutos por semana para vistoriar quintais, vedar caixas d’água e descartar recipientes propícios ao acúmulo de água parada. Aos primeiros sinais de febre alta, dores articulares ou desconforto na região dos olhos, o paciente deve buscar atendimento imediato na unidade de saúde mais próxima.
Fonte: SECOM Alagoinhas.