quarta-feira, 27 de maio de 2026
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Mulheres acima de 45 anos impulsionam o mercado de cannabis medicinal no Brasil.

Distúrbios do sono e dor crônica são os principais motivadores para o tratamento entre o público feminino, que se destaca por estar inserido no mercado de trabalho e ter rotina ativa. Mulheres economicamente ativas e na faixa etária de 45 a 64 anos representam o principal grupo consumidor de cannabis medicinal importada no Brasil. É […]

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Por Paulo Pinheiro 27 de maio de 2026 às 15:28 · 3 min de leitura

Distúrbios do sono e dor crônica são os principais motivadores para o tratamento entre o público feminino, que se destaca por estar inserido no mercado de trabalho e ter rotina ativa.

Mulheres economicamente ativas e na faixa etária de 45 a 64 anos representam o principal grupo consumidor de cannabis medicinal importada no Brasil. É o que indica um levantamento recente da plataforma Blis Data — que detém a maior base de dados sobre pacientes em tratamento canábico na América Latina —, realizado a partir do recorte de mães usuárias da substância sob prescrição médica.

O mapeamento detalha que o segmento é liderado por pacientes entre 55 e 64 anos, responsáveis por 28,2% do consumo. O grupo de 45 a 54 anos aparece logo em seguida, com 27,2%. Somadas, essas duas faixas etárias correspondem a mais da metade do total de mulheres submetidas à terapia com derivados da planta no país. O quadro é complementado pelas faixas de 35 a 44 anos (18,7%), maiores de 65 anos (16,3%) e, em menor proporção, pelas jovens de 18 a 34 anos (9,6%).

Além do perfil etário, os dados revelam um padrão socioeconômico e comportamental delineado. A ampla maioria dessas pacientes atua no mercado de trabalho (79,9%) e mantém o hábito de praticar atividades físicas regularmente (75,1%). Sob a perspectiva geográfica, o mercado concentra-se de forma expressiva nas regiões Sudeste (61,6%) e Sul (19,7%).

Sintomas e perfil clínico

Os distúrbios do sono figuram como a principal queixa que leva esse público aos consultórios, motivando 28,9% dos tratamentos, seguidos pelo manejo da dor crônica (16,3%). Condições atreladas à saúde mental também têm peso significativo nas prescrições: o transtorno de ansiedade responde por 14,9% dos casos, e a depressão, por 9,2%. A busca por alívio inclui ainda diagnósticos como fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

A adesão ao tratamento representa uma mudança de paradigma para boa parte dessas mulheres. Segundo a pesquisa, 50% das pacientes relataram nunca ter consumido cannabis antes da indicação médica. Na rotina terapêutica, a substância atua frequentemente como um complemento: sete em cada dez mães associam o extrato canábico a medicamentos alopáticos convencionais.

O estudo foi elaborado com base em uma amostra de 7.092 mulheres com filhos, extraída de um universo de 70 mil registros de pacientes na base da instituição.

Fonte: Blis Data.

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