quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Conflito no Oriente Médio pressiona combustíveis e mercado eleva inflação para 5,09%.

O mercado financeiro revisou novamente para cima a expectativa de inflação no Brasil para 2026, consolidando a perspectiva de rompimento do teto da meta estipulada pelo governo. De acordo com o Boletim Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira, 1º, pelo Banco Central (BC), a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) […]

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Por Paulo Pinheiro 1 de junho de 2026 às 15:46 · 2 min de leitura

O mercado financeiro revisou novamente para cima a expectativa de inflação no Brasil para 2026, consolidando a perspectiva de rompimento do teto da meta estipulada pelo governo. De acordo com o Boletim Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira, 1º, pelo Banco Central (BC), a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou de 5,04% para 5,09%. Trata-se da 12ª semana consecutiva de alta nas estimativas.

O principal fator de instabilidade continua sendo o prolongamento do conflito no Oriente Médio. A guerra exerce pressão direta sobre a cotação internacional do petróleo, encarecendo os combustíveis no mercado interno e criando um efeito cascata que atinge o preço dos alimentos e os custos de frete. O avanço projetado afasta o índice da meta oficial estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com teto de tolerância estendido até 4,5%.

Com o cenário inflacionário sob tensão, a atuação do Comitê de Política Monetária (Copom) torna-se mais complexa. O BC utiliza a taxa básica de juros, a Selic — atualmente em 14,5% ao ano —, como principal ferramenta para frear a demanda e tentar ancorar os preços. Embora a instituição venha de uma sequência de cortes (a última redução, em abril, foi de 0,25 ponto porcentual), a autoridade monetária sinaliza vigilância constante em relação aos impactos globais da guerra.

Apesar das incertezas sobre os preços, as instituições consultadas mantiveram a projeção de que a Selic encerre o ano em 13,25%. A taxa de câmbio também não sofreu alterações expressivas nas expectativas de curto prazo, com o dólar projetado a R$ 5,16 no fim de 2026.

No campo do nível de atividade, os analistas fizeram um leve ajuste positivo. A estimativa de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano passou de 1,89% para 1,9%. Para 2027, o mercado estima um avanço de 1,7% na economia brasileira e o retorno a um cenário de inflação mais amena, na casa dos 4,02%.

Fonte: Agência Brasil

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