domingo, 20 de setembro de 2026
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Queda de preços ofusca alta na produção e PIB do agronegócio baiano tem leve recuo nominal.

Impulsionado pelo bom desempenho das lavouras de soja e de cereais, o agronegócio baiano registrou um crescimento real de 1,7% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O avanço físico nas colheitas, contudo, não foi suficiente para blindar o setor da queda generalizada dos preços no mercado. Em […]

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Por Paulo Pinheiro 16 de junho de 2026 às 21:37 · 2 min de leitura

Impulsionado pelo bom desempenho das lavouras de soja e de cereais, o agronegócio baiano registrou um crescimento real de 1,7% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O avanço físico nas colheitas, contudo, não foi suficiente para blindar o setor da queda generalizada dos preços no mercado. Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) da atividade sofreu uma retração nominal de 0,2%, movimentando R$ 19,18 bilhões.

O levantamento, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), evidencia o descompasso entre a força produtiva do campo e a receita gerada na atual conjuntura. Segundo os dados da instituição, a redução de R$ 29 milhões no faturamento está diretamente ligada à desvalorização das commodities. Os preços de comercialização dos principais produtos agropecuários encolheram 11%, acompanhados por um recuo de 9% na tabela de alimentos e bebidas.

Esse cenário também diminuiu momentaneamente a fatia do campo na economia estadual. Nos três primeiros meses de 2026, o agronegócio respondeu por 13,5% de toda a riqueza gerada na Bahia — uma leve perda de representatividade frente aos 14,3% consolidados no primeiro trimestre de 2025.

Apesar da retração no balanço financeiro, o volume colhido sinaliza que o segmento mantém sua força operacional. Na avaliação do coordenador de Contas Regionais da SEI, João Paulo Caetano, o indicador mais estratégico do período é a expansão da safra desprovida do efeito da inflação. Para o economista, o saldo real positivo consolida a manutenção do dinamismo da atividade agrícola no Estado, ancorada na alta produtividade das lavouras de caráter temporário.

Fonte: ASCOM GOVBA

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