terça-feira, 9 de junho de 2026
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Brasil reage a sobretaxa dos EUA e sinaliza busca por novos parceiros comerciais.

O governo brasileiro anunciou que diversificará seus mercados de exportação em resposta à ameaça de sobretaxação imposta pelos Estados Unidos. A diretriz foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira, 3, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugerir a aplicação de […]

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Por Paulo Pinheiro 4 de junho de 2026 às 15:30 · 3 min de leitura

O governo brasileiro anunciou que diversificará seus mercados de exportação em resposta à ameaça de sobretaxação imposta pelos Estados Unidos. A diretriz foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira, 3, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugerir a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte das compras de produtos brasileiros.

A retaliação norte-americana é resultado de uma investigação conduzida ao longo do último ano pelo governo de Donald Trump, sob a alegação de práticas comerciais desleais por parte do Brasil. Uma das principais queixas do USTR é o avanço do Pix, sistema de pagamento instantâneo brasileiro, que, segundo o órgão, estaria prejudicando o mercado de empresas financeiras estadunidenses, como Visa, MasterCard e WhatsApp Pay.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a imposição da tarifa ameaça diretamente 21% do total das exportações do Brasil destinadas aos EUA. O governo e os setores empresariais afetados têm até o dia 15 de julho para contestar o relatório final do USTR, prazo a partir do qual as sanções poderão entrar em vigor.

A decisão de Washington surpreendeu a diplomacia brasileira, uma vez que as duas nações mantinham negociações abertas. Em maio, durante encontro na Casa Branca, Lula e Trump haviam estabelecido uma trégua de 30 dias para a formulação de um acordo. Na ocasião, o líder brasileiro apresentou dados demonstrando que os EUA acumularam um superávit de US$ 415 bilhões na balança bilateral nos últimos 15 anos, o que desconstruiria a tese de desvantagem americana.

Diante de seus ministros, Lula adotou um tom de defesa da soberania nacional. O presidente reiterou que o Brasil não adotará uma postura de submissão diante de potências estrangeiras e garantiu que o país prospectará ativamente novos compradores e investidores internacionais caso as barreiras se concretizem.

Como desdobramento do atrito diplomático e sob a justificativa de atuar contra o desmonte do multilateralismo, o chefe do Executivo alterou sua agenda internacional e confirmou presença na cúpula do G7. O encontro ocorrerá neste mês, na França, e contará com a participação do Brasil a convite do presidente francês, Emmanuel Macron.

Fonte: Agência Brasil.

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