Crise no transporte e jornada 5×2 pautam debates na Câmara de Alagoinhas.
A urgência em regulamentar o transporte público e os impactos da proposta de jornada de trabalho 5×2 dominaram as discussões na Câmara Municipal de Alagoinhas nesta terça-feira, 2. Diante da desorganização da concorrência entre diferentes modais de passageiros, parlamentares cobram maior fiscalização do poder público e regras claras para evitar um colapso no sistema local. […]
A urgência em regulamentar o transporte público e os impactos da proposta de jornada de trabalho 5×2 dominaram as discussões na Câmara Municipal de Alagoinhas nesta terça-feira, 2. Diante da desorganização da concorrência entre diferentes modais de passageiros, parlamentares cobram maior fiscalização do poder público e regras claras para evitar um colapso no sistema local.
O estopim para o debate foi a audiência pública realizada na última sexta-feira, 29, cujo foco foi a situação do transporte intermunicipal na região. O vereador Thor de Ninha alertou para a disputa desordenada entre ônibus e vans, cenário que tem provocado prejuízos financeiros às empresas e perda de postos de trabalho. O parlamentar cobrou a formulação de um modelo de convivência pacífica entre os modais, o que inclui a utilização da estação de transbordo pelo transporte alternativo e o combate incisivo à clandestinidade. O tema foi formalmente encaminhado à Comissão de Transporte da Casa.
A crise, no entanto, não se restringe às frotas intermunicipais. Para o vereador Gleyser Soares, é imperativo que o Legislativo amplie a discussão para englobar o transporte municipal como um todo, abarcando também motoristas de aplicativo e mototaxistas. Na mesma linha, Jorge da Farinha exigiu rigor na fiscalização. Segundo ele, a atuação de condutores irregulares prejudica diretamente os profissionais que operam dentro da legalidade, criando uma concorrência desleal que já ameaça a viabilidade de diversas linhas em operação.
Direitos trabalhistas
No campo das pautas nacionais, a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026 no Senado Federal também repercutiu no plenário de Alagoinhas. Thor de Ninha criticou propostas recentes de alteração nas escalas de trabalho, defendendo a manutenção das garantias históricas e alertando para o risco de retrocessos aos trabalhadores.
Em uma análise focada no equilíbrio das relações trabalhistas, Jorge da Farinha defendeu a implementação da escala 5×2 — cinco dias de trabalho seguidos por dois de descanso. O vereador argumenta que o modelo atende de maneira razoável tanto aos interesses do empresariado quanto às necessidades dos empregados, garantindo o tempo adequado para o convívio familiar, lazer e recuperação física, o que, em contrapartida, tende a gerar maior disposição e produtividade no retorno ao expediente.
Fonte: Câmara Municipal de Alagoinhas.