domingo, 20 de setembro de 2026
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Ex-vereador Jairinho é condenado a mais de 43 anos de prisão; mãe de Henry Borel recebe perdão judicial.

Redação | 04 de junho de 2026 O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelo assassinato do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos. A sentença foi proferida na madrugada desta quinta-feira, 4, pelo II Tribunal do Júri do Rio […]

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Por Paulo Pinheiro 4 de junho de 2026 às 15:43 · 3 min de leitura

Redação | 04 de junho de 2026

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelo assassinato do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos. A sentença foi proferida na madrugada desta quinta-feira, 4, pelo II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A mãe da criança, Monique Medeiros, teve a acusação inicial desclassificada para homicídio culposo — quando não há intenção de matar — e foi beneficiada com o perdão judicial.

A decisão encerra o julgamento mais longo da história do Judiciário fluminense, que se estendeu por 11 dias. A juíza Elizabeth Machado Louro, responsável por presidir a sessão, enfatizou a desproporção da violência e a covardia da ação contra o menino. O ex- parlamentar foi considerado culpado por homicídio qualificado, agravado pelo uso de meio cruel e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além dos crimes de tortura e coação no curso do processo. Ele iniciará o cumprimento da pena em regime fechado e deverá pagar uma indenização de R$ 400 mil a Leniel Borel, pai da criança.

O que diz a sentença: A magistrada descreveu o condenado como portador de uma “personalidade insidiosa”, capaz de mascarar sua natureza violenta e de extrema periculosidade através de uma falsa gentileza.

No tocante a Monique Medeiros, a condução da sentença focou no papel da mulher e na pressão social que a envolve. A juíza argumentou que a ré já sofreu uma punição severa o suficiente, mencionando tanto o intenso escrutínio público quanto as agressões vivenciadas por ela enquanto esteve presa. A magistrada classificou a reação de grande parte da sociedade como discriminatória, atrelada a uma exigência irreal de perfeição materna. Condenada a 1 ano e 4 meses de detenção por tortura mediante omissão, Monique teve a pena dada como integralmente cumprida devido ao período em que já permanecera em prisão preventiva.

O veredito, no entanto, é alvo de imediata contestação. Leniel Borel divulgou nota manifestando indignação e confirmou que a assistência de acusação solicitará que o Ministério Público recorra da decisão que isenta Monique das penas mais graves. A defesa do pai de Henry questiona a condução da reta final do julgamento, alegando que o Conselho de Sentença havia inicialmente sinalizado interpretação idêntica de crime para ambos os réus, cenário que teria sido modificado após nova intervenção e deliberação proposta pela magistratura.

Conteúdo reescrito com base nas informações veiculadas pela Agência Brasil em 04/06/2026.

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