segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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STF mantém julgamento de Eduardo Bolsonaro sobre caso do “tarifaço”.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu nesta segunda-feira (15) o pedido de adiamento do julgamento da ação penal em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) figura como réu. O parlamentar é acusado de coação no curso do processo por sua suposta articulação para promover o chamado “tarifaço” dos Estados […]

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Por Paulo Pinheiro 15 de junho de 2026 às 19:52 · 2 min de leitura

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu nesta segunda-feira (15) o pedido de adiamento do julgamento da ação penal em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) figura como réu. O parlamentar é acusado de coação no curso do processo por sua suposta articulação para promover o chamado “tarifaço” dos Estados Unidos contra exportações brasileiras.

A sessão está mantida para esta terça-feira (16) e será conduzida pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e pelo relator, Alexandre de Moraes.

O pleito pela postergação da data foi apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU), que exerce a defesa do ex-deputado. O órgão alegou que a composição da Turma, atualmente com quatro dos cinco ministros previstos após a transferência de Luiz Fux para a Segunda Turma, exigiria a convocação de um membro adicional para o julgamento.

Em sua decisão, Moraes refutou a necessidade de adiamento, sustentando que o Regimento Interno do STF autoriza o funcionamento das turmas com um quórum mínimo de três ministros. “Não há, portanto, qualquer violação aos princípios do juiz natural e da colegialidade no julgamento da presente ação penal, em ampla observância aos princípios constitucionais, ao Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal e às normas processuais”, pontuou o relator.

Contexto do processo

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), aceita pelo STF em novembro do ano passado, aponta a atuação de Eduardo Bolsonaro junto ao governo norte-americano para promover medidas de retaliação contra o Brasil, incluindo sanções financeiras e a suspensão de vistos de autoridades brasileiras.

Atualmente residindo nos Estados Unidos, o ex-deputado não foi localizado para citação pessoal, o que levou à notificação por edital. Diante da ausência de constituição de advogado particular, a DPU assumiu a representação. Nas alegações finais, a defesa sustentou a nulidade do processo, argumentando que o ministro Alexandre de Moraes seria impedido de julgar a causa por ter sido, supostamente, um dos atingidos pelas sanções mencionadas na denúncia.

Fonte: Agência Brasil.

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