segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Maioria responsabiliza Flávio Bolsonaro por tarifas americanas contra o Brasil, mostra Quaest.

A maioria da população brasileira atribui ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a maior parcela de culpa pelas novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos exportados pelo Brasil. É o que revela a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 16. De acordo com o levantamento, 51% dos entrevistados concordam com a avaliação do presidente Luiz Inácio […]

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Por Paulo Pinheiro 16 de julho de 2026 às 15:18 · 2 min de leitura

A maioria da população brasileira atribui ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a maior parcela de culpa pelas novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos exportados pelo Brasil. É o que revela a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 16. De acordo com o levantamento, 51% dos entrevistados concordam com a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que o parlamentar endossou o aumento tarifário com o objetivo de desgastar o governo federal.

Em contrapartida, 30% da amostra acredita na versão apresentada pelo senador, que rejeita o suposto apoio à medida e sustenta ter atuado junto a Donald Trump para tentar evitar a sobretaxa.

O debate em torno das motivações da Casa Branca também divide a opinião pública. Para 49% dos eleitores, a sanção comercial consiste em uma retaliação de Washington à criação e expansão do sistema Pix — tese defendida pelo Palácio do Planalto. Na ponta oposta, 33% alinham-se ao argumento de Flávio Bolsonaro, que enxerga na barreira econômica uma resposta direta de Trump a declarações recentes de Lula contra os americanos.

Além do campo econômico, o embate tem reflexos eleitorais diretos. Questionados sobre o impacto político do episódio, 42% afirmam que a medida americana eleva a probabilidade de escolherem Lula nas urnas. O índice é de 27% para os que declaram o mesmo sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto outros pré-candidatos somam 23%.

O estudo mediu ainda o nível de apreensão social com o cenário. A coleta de dados ocorreu antes de o governo americano acolher a recomendação do Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR) e confirmar a taxação de 25% na última quarta-feira, 15. Contudo, 62% já acompanhavam o noticiário sobre a então ameaça comercial. Diante da nova realidade, 63% dos brasileiros projetam que a escalada protecionista trará prejuízos concretos à economia doméstica e ao bem-estar de suas famílias.

Metodologia

A Quaest realizou 2.004 entrevistas domiciliares e presenciais com eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07181/2026.

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