segunda-feira, 27 de julho de 2026
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Crédito rural injeta R$ 92,4 bi em propriedades com alertas ambientais.

Entre 2019 e 2025, o Brasil registrou 831 mil operações de crédito rural público direcionadas a propriedades que apresentam alertas de desmatamento ou sobreposição a áreas de preservação socioambiental. O montante financiado soma R$ 92,4 bilhões. As informações constam na nova atualização do Monitor do Crédito Rural, plataforma da rede MapBiomas divulgada neste mês. O […]

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Por Paulo Pinheiro 18 de julho de 2026 às 14:11 · 2 min de leitura

Entre 2019 e 2025, o Brasil registrou 831 mil operações de crédito rural público direcionadas a propriedades que apresentam alertas de desmatamento ou sobreposição a áreas de preservação socioambiental. O montante financiado soma R$ 92,4 bilhões. As informações constam na nova atualização do Monitor do Crédito Rural, plataforma da rede MapBiomas divulgada neste mês.

O cruzamento de dados lança luz sobre o destino dos subsídios no agronegócio, embora o registro de uma ressalva ambiental na área financiada não comprove, de forma automática, a ocorrência de desmatamento ilegal. A finalidade do mapeamento é conferir transparência à alocação do dinheiro, alinhando as informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), administrado pelo Banco Central, a imagens de satélite que detalham o uso do solo.

Do volume total de recursos concedidos a essas áreas sensíveis, mais de dois terços foram voltados para a categoria de investimentos. O Banco do Nordeste (BNB) concentrou a maior fatia dos repasses, sendo o emissor de 63% dessas operações no período. Na análise regional, o Piauí figurou no topo do ranking de financiamentos associados a territórios com algum grau de alerta ecológico.

Atualizada mensalmente, a iniciativa do MapBiomas rastreia não apenas a supressão de vegetação nativa, mas também a intersecção de propriedades rurais com terras indígenas, unidades de conservação e áreas sob embargos ambientais. O monitoramento busca evidenciar gargalos nas atuais regras de compliance bancário e estimular o debate público, de modo a evitar que incentivos econômicos do Estado acabem financiando a degradação dos biomas brasileiros.

Fonte: Agência Brasil.

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