Dólar sobe a R$ 5,11 e Ibovespa resiste à tensão no Oriente Médio com fechamento estável.
O dólar comercial encerrou a sessão cotado a R$ 5,11, registrando leve alta ante o real, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia em estabilidade. O mercado financeiro reagiu com cautela, equilibrando a aversão ao risco gerada pela escalada do conflito geopolítico com as expectativas sobre o rumo da economia norte-americana. A […]
O dólar comercial encerrou a sessão cotado a R$ 5,11, registrando leve alta ante o real, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia em estabilidade. O mercado financeiro reagiu com cautela, equilibrando a aversão ao risco gerada pela escalada do conflito geopolítico com as expectativas sobre o rumo da economia norte-americana.
A tensão global ganhou um novo capítulo com a possibilidade de bloqueios marítimos no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo. O receio de restrições na oferta global impulsionou os contratos da commodity, que registraram forte valorização ao longo do dia e influenciaram diretamente o fluxo de capitais.
Apesar do ambiente externo turbulento, a bolsa brasileira conseguiu evitar perdas significativas. O desempenho do índice foi sustentado, em grande parte, pelas empresas exportadoras e ligadas a matérias-primas. A Petrobras se beneficiou da alta do petróleo no mercado internacional, enquanto a Vale foi impulsionada pela valorização do minério de ferro e pelos dados positivos na balança comercial da China.
Nos Estados Unidos, os investidores dividem as atenções entre a temporada de balanços corporativos, que tem mostrado resiliência no setor bancário, e as sinalizações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O recente arrefecimento da inflação ao consumidor no país alimenta a expectativa de que o ciclo de juros altos possa ser suavizado. Esse cenário evita uma fuga mais agressiva de dólares de mercados emergentes como o Brasil, ajudando a amortecer a pressão sobre o câmbio.
No ambiente doméstico, os agentes financeiros também seguem monitorando os desdobramentos comerciais envolvendo eventuais tarifas impostas pelos EUA ao Brasil, aguardando novas definições diplomáticas para ajustar suas posições.
Fonte: Agência Brasil.