Alagoinhas integra capoeira ao currículo de 11 escolas da rede municipal.
A Prefeitura de Alagoinhas (BA) lançou nesta terça-feira, 21, o programa “Capoeira nas Escolas”, que inclui a manifestação cultural afro-brasileira na grade curricular de 11 unidades da rede municipal de ensino. Integrada ao modelo de educação em tempo integral, a iniciativa prevê duas aulas semanais para estudantes da educação infantil e do ensino fundamental, com […]
A Prefeitura de Alagoinhas (BA) lançou nesta terça-feira, 21, o programa “Capoeira nas Escolas”, que inclui a manifestação cultural afro-brasileira na grade curricular de 11 unidades da rede municipal de ensino. Integrada ao modelo de educação em tempo integral, a iniciativa prevê duas aulas semanais para estudantes da educação infantil e do ensino fundamental, com o objetivo de utilizar o esporte como ferramenta pedagógica para o desenvolvimento cognitivo, cidadania e combate ao racismo.
O projeto foi estruturado por meio de uma parceria entre a Secretaria Municipal da Educação (Seduc) e a Universidade do Estado da Bahia (UNEB). As atividades práticas serão conduzidas por mestres locais, visando unir a vivência esportiva à bagagem histórica. Do ponto de vista institucional, o programa foi viabilizado pela Lei nº 009/2022, proposta pela vereadora Juci Cardoso, e contou com aportes financeiros de emendas coletivas da Câmara Municipal e do ex-deputado estadual Radiovaldo Costa, cujos recursos foram destinados à UNEB para firmar o termo de cooperação.
A cerimônia de lançamento, realizada na Escola Integral do Campo, reuniu autoridades políticas, pesquisadores acadêmicos e expoentes da cultura popular baiana. O prefeito Gustavo Carmo destacou que a medida preserva a história regional e enriquece a formação social e psicológica dos alunos. Já a secretária de Educação, Rita Bastos, pontuou que o ensino ultrapassa a esfera física, atuando na transmissão de valores como respeito e cooperação.
Para a comunidade capoeirista, o projeto representa um marco institucional. O Mestre Tonho Matéria, presente no evento, ressaltou o caráter transversal da prática, que abrange desde a musicalidade até elementos da gastronomia. Em concordância, a Mestra Princesa, presidente do Conselho Gestor da Salvaguarda da Capoeira na Bahia, avaliou a inserção curricular como uma ferramenta vital de pertencimento e valorização identitária desde a infância.
A iniciativa também terá desdobramentos acadêmicos. O professor Neuber Leite Costa, do curso de Educação Física da UNEB, explicou que a universidade acompanhará a execução do programa para atestar cientificamente os impactos do esporte na formação dos jovens. Na ponta do processo, os estudantes projetam uma vivência dinâmica. “A gente aprende sobre cultura, se diverte e também aprende a se defender”, resumiu Ayla Oliveira, aluna de 12 anos.
Fonte: SECOM Alagoinhas.