sábado, 19 de setembro de 2026
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Anvisa aprova cinco novas opções sintéticas de semaglutida para controle do diabetes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, voltados ao tratamento de adultos com diabetes tipo 2. As novas canetas, produzidas por via sintética, despontam como alternativas no mercado farmacêutico para pacientes que não alcançam o controle glicêmico adequado apenas com os métodos convencionais. […]

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Por Paulo Pinheiro 29 de julho de 2026 às 14:38 · 2 min de leitura

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, voltados ao tratamento de adultos com diabetes tipo 2. As novas canetas, produzidas por via sintética, despontam como alternativas no mercado farmacêutico para pacientes que não alcançam o controle glicêmico adequado apenas com os métodos convencionais.

Os registros concedidos contemplam as marcas Owozy (Ávita Care), Seemasun (Sun Farmacêutica), Zempneo (Brainfarma), Semavy (Cosmed) e Orsema (Ranbaxy). O uso desses dispositivos é indicado como suporte aliado à reeducação alimentar e à prática de exercícios físicos. A recomendação atende principalmente aos casos em que o tratamento padrão com metformina é inviável, seja por intolerância do organismo ou por contraindicações médicas.

Diferentemente do Ozempic, cuja fabricação ocorre por síntese biológica, os novos fármacos são desenvolvidos integralmente em laboratório. A alta nesse tipo de registro é impulsionada pelo avanço tecnológico da indústria e pelo vencimento de patentes. Atualmente, as versões sintéticas do hormônio GLP-1 — responsável por estimular a produção de insulina e prolongar a sensação de saciedade — já representam cerca de 68% dos pedidos de avaliação na agência reguladora.

A liberação simultânea dos produtos é resultado de um esforço regulatório estratégico. A pedido do Ministério da Saúde, a Anvisa adotou, desde o segundo semestre de 2025, um plano de priorização na análise desses processos para reduzir filas. O objetivo do governo federal é mitigar riscos de desabastecimento no mercado nacional e estruturar alternativas terapêuticas mais acessíveis, inclusive com potencial futuro para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Embora tenham se popularizado como “canetas emagrecedoras” devido ao efeito secundário de perda de peso, as autoridades sanitárias reforçam que os novos medicamentos possuem indicação clínica primária e aprovada especificamente para o controle do diabetes, exigindo prescrição e acompanhamento médico rigorosos.

Fonte: Agência Brasil.

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