sábado, 18 de abril de 2026
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Força-tarefa prende empresário por sonegação de R$ 10 milhões na Bahia.

Investigado tentou fugir durante a Operação Ágora, que apura fraude estruturada no setor varejista de alimentos em Salvador e Alagoinhas SALVADOR – Uma operação conjunta entre o Ministério Público, a Secretaria da Fazenda (Sefaz-BA) e a Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (5), um empresário do setor varejista de alimentos sob acusação de sonegar […]

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Por Paulo Pinheiro 5 de março de 2026 às 12:21 · 2 min de leitura

Investigado tentou fugir durante a Operação Ágora, que apura fraude estruturada no setor varejista de alimentos em Salvador e Alagoinhas

SALVADOR – Uma operação conjunta entre o Ministério Público, a Secretaria da Fazenda (Sefaz-BA) e a Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (5), um empresário do setor varejista de alimentos sob acusação de sonegar mais de R$ 10 milhões em ICMS. A “Operação Ágora” cumpriu um mandado de prisão e dez de busca e apreensão nas cidades de Salvador e Alagoinhas.

De acordo com as investigações da Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), o grupo operava um esquema de “sucessão fraudulenta”. A estratégia consistia na criação e no encerramento sucessivo de empresas de fachada. Essas entidades exploravam a mesma atividade comercial, acumulavam dívidas tributárias vultosas e eram abandonadas em nome de “laranjas” — pessoas sem capacidade financeira para arcar com os débitos.

Blindagem patrimonial

O esquema visava não apenas frustrar a fiscalização, mas também blindar o patrimônio real dos sócios. Para ocultar os bens das execuções fiscais, os investigados criaram uma holding patrimonial após o início das cobranças judiciais.

Em Alagoinhas, o empresário alvo do mandado de prisão tentou fugir no momento da abordagem, mas foi contido pelas equipes policiais.

Impacto público

A força-tarefa ressaltou que o crime possui um agravante social: o imposto era cobrado dos consumidores no ato da compra, mas o valor não era repassado aos cofres públicos. Essa retenção indevida retira recursos que deveriam ser aplicados em serviços essenciais e políticas públicas estaduais.

A operação mobilizou uma estrutura de 115 profissionais, incluindo promotores de Justiça, delegados, servidores do Fisco e policiais civis e militares (Cipfaz). O trabalho integra as ações do Grupo Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) e do Núcleo Especializado no combate aos Crimes Econômicos (Necot/Draco).

Fonte: GOVBA

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