sexta-feira, 17 de abril de 2026
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Irã e Hezbollah atribuem trégua no Líbano à força militar, enquanto Trump reivindica autoria do acordo.

O governo iraniano e a milícia libanesa Hezbollah declararam que o recente cessar-fogo no Líbano é um resultado direto da capacidade de combate e da articulação do chamado “Eixo da Resistência”. O posicionamento oficial de Teerã e do grupo político-militar contrasta com a narrativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tenta capitalizar a […]

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Por Paulo Pinheiro 17 de abril de 2026 às 15:12 · 3 min de leitura

O governo iraniano e a milícia libanesa Hezbollah declararam que o recente cessar-fogo no Líbano é um resultado direto da capacidade de combate e da articulação do chamado “Eixo da Resistência”. O posicionamento oficial de Teerã e do grupo político-militar contrasta com a narrativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tenta capitalizar a interrupção das hostilidades como uma vitória diplomática da Casa Branca.

A trégua libanesa representava uma condição imposta pelo Irã para o avanço das rodadas de negociação com Washington. Com a interrupção momentânea dos confrontos, o governo iraniano autorizou a reabertura do Estreito de Ormuz para a navegação comercial. O Hezbollah, por sua vez, divulgou um balanço de suas atividades defensivas, afirmando ter executado mais de 2,1 mil operações militares contra tropas de Israel ao longo de 45 dias, atingindo bases a até 160 quilômetros da fronteira.

Apesar da pausa diplomática, o grupo armado emitiu um comunicado alertando que manterá prontidão máxima e responderá a qualquer violação do pacto. A postura foi endossada pelo presidente do Parlamento iraniano e líder das negociações com os EUA, Mohammed B. Ghalibaf. Ele enfatizou que o acordo de paz foi conquistado nos campos de batalha, reforçando que o Irã e o Eixo da Resistência atuam como uma única entidade estratégica.

Em Israel, o desfecho das negociações gerou fissuras políticas. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu mantinha um discurso de escalada do conflito, tendo ordenado, na véspera do anúncio, o avanço das tropas em direção ao sul do Líbano. Veículos da imprensa israelense reportaram que a aceitação da trégua causou surpresa no gabinete ministerial e motivou duras críticas da oposição, que descreveu o recuo como uma imposição direta de Donald Trump ao governo de Tel Aviv.

O atual ciclo de violência, intensificado desde outubro de 2023, foi marcado por sucessivas quebras de acordos anteriores. A tensão regional atingiu seu ápice no final de fevereiro de 2026, com novos ataques retaliatórios do Hezbollah após o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. A pacificação simultânea da fronteira libanesa destrava agora o cenário para a segunda etapa de conversas diplomáticas entre autoridades iranianas e norte-americanas, agendada para os próximos dias.

Fonte: Agência Brasil

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