Educação é peça-chave no combate ao feminicídio, defendem especialistas em Salvador.
Evento internacional na capital baiana reúne representantes de 12 países para discutir o papel das escolas na desconstrução da violência de gênero. SALVADOR – O fortalecimento de políticas educacionais como estratégia central para enfrentar o feminicídio e as desigualdades de gênero pautou o Encontro Regional da Rede de Trabalhadoras da Educação da Internacional da Educação […]
Evento internacional na capital baiana reúne representantes de 12 países para discutir o papel das escolas na desconstrução da violência de gênero.
SALVADOR – O fortalecimento de políticas educacionais como estratégia central para enfrentar o feminicídio e as desigualdades de gênero pautou o Encontro Regional da Rede de Trabalhadoras da Educação da Internacional da Educação para a América Latina (IEAL). O evento, realizado em Salvador, reuniu educadoras e dirigentes de 12 países para discutir soluções estruturais contra a violência que atinge mulheres em todo o continente.
Para Fátima Silva, secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a escola deve ser um espaço de transformação cultural permanente. “Se há uma epidemia hoje, no país, é a violência contra as mulheres. Precisamos enfrentar este problema com políticas que funcionem de forma contínua”, afirmou a dirigente. Segundo ela, o ambiente escolar é decisivo para romper ciclos históricos de opressão.
Referência regional
A escolha da Bahia como sede do encontro reflete o reconhecimento de ações estaduais que integram equidade e direitos humanos à rede de ensino. De acordo com os debates, a experiência baiana de levar projetos de conscientização tanto para a capital quanto para o interior serve de modelo para a agenda latino-americana.
O encontro também contou com a presença da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, que reforçou a importância da educação pública na defesa da democracia e da vida das mulheres.
Dados e resistência
O clamor “Parem de nos matar” marcou as atividades, lembrando que, no Brasil, a média é de seis feminicídios por dia. Além do enfrentamento à violência, as participantes discutiram o financiamento da educação pública e a ampliação da voz feminina em espaços de poder e sindicatos.
Fonte: GOVBA